Um compromisso só se firma naturalmente a partir de um profundo sentimento. O que você sente pela Terra? Até onde se compromete com os fundamentos naturais que nos viabilizam a existência – nela plantados desde as mais primitivas e originais entranhas da Natureza? Você, realmente, tem consciência ambiental – efetivamente fundamentada no valor da Vida, e comprometida com sua preservação? Quem não tiver, de um jeito ou de outro terá – ou, desaparecerá...
O ambientalismo é um fenômeno irreversível. Não que, de uma hora para oura, tenhamos adquirido consciência ecológica. Longe disso – não somos ecochatos (somos pessoas pragmáticas, hedonistas, objetivas, focadas no que interessa: o lucro – financeiro, evidentemente... Por acaso existe lucro (e custo) ecológico, social?).
Por isso, e só por isso: porque a motivação ecológica agora é econômica, o meio ambiente virou pauta definitiva das políticas (de governo) e dos negócios – da política... Ruma ao status de negócio de estado. Não se queima 45 trilhões de dólares por capricho – esse é o valor (monetário) aproximado da biodiversidade, do patrimônio natural da Terra: o tamanho da conta, se a Natureza fosse nos cobrar pelos serviços que presta gratuitamente à humanidade – ar puro, equilíbrio ecológico, clima adequado à preservação da Vida, fornecimento de água, de víveres, de matéria-prima para tudo que inventamos e consumimos (muitas vezes, por puro tédio – ou vício...), solo naturalmente fértil, filtro solar global, etc.
Claro que o valor ecológico de tudo que a Terra possui e nos empresta é incalculavelmente maior. Mas isso é balela – os senhores da grana não reconhecem nem o valor (de pasto) da grama. (Se ao menos fossem herbívoros, e dela se alimentassem, talvez adquirissem, ruminando, outra consciência de valor – não meramente venal...). A questão ecológica agora é do seu interesse, porque a devastação está erodindo seu caixa. Simples assim. Que assim seja – pelo menos isso!
Quem sabe a o peso da grana (economizada) nos dite uma nova consciência, para o que realmente interessa (à Vida – o princípio que nos gerou e nos preserva até aqui: o equilíbrio...) – e, (por interesse...), passemos a poupar também a grama?
Continua...
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